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ELA TROCOU O ESCRITÓRIO PELAS COLEIRAS E HOJE GANHA MAIS PASSEANDO COM CACHORRO DO QUE NO EMPREGO CLT

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Bianca trabalhava num banco, num cargo administrativo que a deixava esgotada e sem tempo nem para cuidar do próprio cachorro direito. Foi justamente cuidando do pet dos vizinhos durante uma viagem que percebeu: existia uma fila de gente disposta a pagar bem por alguém de confiança para passear e cuidar do animal.

De onde ela saiu

Quem mora sozinho, trabalha o dia inteiro fora ou viaja com frequência enfrenta o mesmo dilema: o cachorro ou gato fica sozinho em casa, sem passeio, sem companhia. Creche e hotel para pet existem, mas custam caro e nem sempre têm vaga de última hora. Bianca viu que o serviço de confiança, próximo, feito por uma pessoa e não uma empresa grande, tinha demanda que ninguém estava atendendo no bairro.

A virada

Ela ofereceu o primeiro passeio de graça, como teste, para o cachorro dos vizinhos. Foi bem avaliada, pediu para ser indicada no grupo do condomínio e fechou os primeiros três clientes fixos em duas semanas, cobrando por pacote semanal de passeios. O quarto cliente pediu hospedagem por um fim de semana inteiro — foi o primeiro serviço de maior valor que ela aceitou.

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O CNAE certo para começar

Para passeio e cuidado diário de animais, o código correto é o CNAE 9609-2/08 — Higiene e embelezamento de animais domésticos, amplamente usado por pet sitters e passeadores para formalização como MEI. Para quem também oferece hospedagem do animal em casa, o código complementar é o CNAE 9609-2/07 — Alojamento de animais domésticos, que pode ser cadastrado como atividade secundária. O DAS mensal do MEI de serviço é R$ 86,05.

Quanto custa começar

  • Coleira, guia e petiscos básicos: R$ 100 a R$ 150.
  • Seguro ou reserva de emergência para eventual acidente: recomendado, não obrigatório.
  • Divulgação em grupo de bairro e panfleto simples: menos de R$ 50.
  • DAS mensal: R$ 86,05.

É um dos negócios de menor investimento inicial da lista — o principal “equipamento” é tempo disponível e gostar genuinamente de animais.

Passo a passo para replicar

  1. Abra o MEI com CNAE 9609-2/08 (e 9609-2/07 como secundário, se for oferecer hospedagem).
  2. Ofereça o primeiro atendimento gratuito ou com desconto para vizinhos ou colegas, em troca de indicação.
  3. Divulgue em grupos de bairro, condomínio e clínicas veterinárias próximas — peça para deixar cartão no balcão.
  4. Monte pacotes semanais fixos (por exemplo, 5 passeios de 30 minutos) em vez de cobrar avulso, o que garante receita previsível.
  5. Depois de uma carteira estável, ofereça hospedagem em casa como serviço premium para viagens de fim de semana ou feriado.

Quanto dá pra ganhar

Um passeio avulso costuma custar entre R$ 25 e R$ 40; pacotes semanais para um cliente fixo variam de R$ 300 a R$ 500 por mês. Com 8 a 10 clientes fixos de passeio, o faturamento fica entre R$ 2.500 e R$ 4.000 mensais. Bianca hoje combina passeios com hospedagem em datas de alta demanda (feriados, réveillon) e fatura acima do salário que recebia no banco, sem precisar de nenhum funcionário — o negócio é dimensionado para ela sozinha.

Erros que fazem gente desistir

O erro mais comum é não combinar regras claras com o dono do pet (horário, o que fazer em emergência, quem paga eventual dano) antes de começar — isso gera mal-entendido caro depois. O segundo erro é aceitar mais animais do que consegue passear com segurança e atenção ao mesmo tempo, colocando em risco a própria reputação.

Hoje Bianca organiza a própria agenda, trabalha ao ar livre em vez de dentro de um escritório, e ganha mais cuidando de cachorro do que ganhava atrás de um balcão de banco.

Leia também: Ela montou um “escritório” de R$ 3.800 dentro de casa — só com notebook e wi-fi.

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