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ELE ESCREVIA POR HOBBY. HOJE FATURA R$ 5.000/MÊS SÓ DIGITANDO NO NOTEBOOK DA SALA

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Rafael sempre gostou de escrever — resenhas de filme num blog pessoal que quase ninguém lia. Aos 29 anos, trabalhando num call center e sem perspectiva de crescimento, ele decidiu testar se essa habilidade “inútil” tinha algum valor de mercado. A resposta veio rápido: sim, e muito mais do que ele imaginava.

De onde ele saiu

Empresas de todos os tamanhos precisam de texto o tempo todo: posts de blog, descrição de produto, e-mail marketing, roteiro de vídeo. A maioria não tem redator interno e paga por artigo ou por pacote mensal para freelancers. Rafael não sabia disso até esbarrar num anúncio de vaga remota para “redator de blog” — pediam apenas boa escrita e organização, nada de diploma em jornalismo.

A virada

O primeiro trabalho foi pelo equivalente a R$ 40 por artigo de 800 palavras, sobre um assunto que ele nem dominava — teve que pesquisar por horas. Entregou no prazo, recebeu feedback positivo e pediu para ser indicado a outros clientes da mesma agência de conteúdo. Em quatro meses, tinha três clientes fixos e um preço por artigo três vezes maior que o inicial.

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O CNAE certo para começar

Não existe um CNAE específico com o nome “redator”, mas a atividade se enquadra no MEI através do CNAE 5819-1/00 — Edição de cadastros, listas e de outros produtos gráficos, usado por quem produz e edita conteúdo escrito para terceiros. Vale registrar também CNAEs secundários compatíveis, como os de edição de revistas ou jornais, se a atuação incluir esse tipo de material. O MEI de serviço paga R$ 86,05 de DAS mensal.

Quanto custa começar

  • Notebook ou computador: já em posse da maioria de quem pensa nesse caminho.
  • Internet: custo já existente em casa.
  • Ferramenta de revisão gratuita (LanguageTool, corretor do Google Docs).
  • DAS mensal: R$ 86,05.

Não há investimento em equipamento além do que a maioria das casas já tem — o “capital” é tempo de prática e um portfólio inicial, mesmo que com textos de teste.

Passo a passo para replicar

  1. Abra o MEI com CNAE 5819-1/00.
  2. Escreva 3 a 5 textos de amostra sobre temas variados para montar um portfólio simples num Google Docs público.
  3. Cadastre-se em plataformas de freelancer e grupos de “vagas para redator remoto” no Facebook e Telegram.
  4. Aceite os primeiros trabalhos mesmo com preço baixo, priorizando prazo e qualidade para conseguir indicação.
  5. Depois de 5 a 10 entregas bem avaliadas, reajuste o valor por artigo ou negocie pacote mensal fixo com os melhores clientes.

Quanto dá pra ganhar

Um redator iniciante costuma cobrar entre R$ 40 e R$ 80 por artigo de 800 a 1.000 palavras. Com produção de 15 a 20 artigos por mês, o faturamento fica entre R$ 800 e R$ 1.600. Redatores mais experientes, com clientes fixos em pacote mensal, cobram de R$ 150 a R$ 400 por artigo — foi assim que Rafael chegou aos R$ 5.000 mensais, produzindo para três clientes recorrentes sem precisar caçar trabalho novo todo mês.

Erros que fazem gente desistir

O erro mais comum é entregar texto genérico, cheio de enrolação, sem responder de verdade à pergunta do leitor — isso gera baixa taxa de renovação de contrato. O segundo erro é não negociar prazo realista e acumular atraso, o que destrói a reputação mais rápido que preço baixo.

Hoje Rafael trabalha da sala de casa, escolhe os temas que aceita escrever e ganha mais do que ganhava no call center, sem meta de ligação nem supervisor no pé.

Leia também: Ele aprendeu inglês sozinho e hoje ganha em dólar traduzindo textos de casa e Ela montou um “escritório” de R$ 3.800 dentro de casa.

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