Larissa fotografava por hobby, só com o celular, em aniversário de família e passeio com amigas. Um dia, uma amiga que ia casar viu as fotos e perguntou: “você fotografaria meu casamento?”. Larissa nunca tinha usado uma câmera profissional na vida.
De onde ela saiu
Fotografia profissional para eventos, produtos de loja online e ensaios continua com demanda alta, mas fotógrafo experiente cobra caro. Larissa percebeu uma brecha: atender cliente de orçamento menor, que não contrataria um profissional consagrado, mas queria fotos melhores do que as do próprio celular.
A virada
Ela alugou uma câmera por um fim de semana para fotografar o casamento da amiga, cobrando um valor símbolico. O resultado ficou tão bom que trouxe indicação para dois aniversários de 15 anos no mês seguinte — foi aí que ela decidiu comprar a própria câmera em vez de continuar alugando.
O CNAE certo para começar
A atividade se enquadra no CNAE 7420-0/01 — Atividades de produção de fotografias, exceto aérea e submarina, permitido para MEI, com DAS mensal de R$ 86,05.
Quanto custa começar
- Câmera semiprofissional usada: R$ 3.000 a R$ 5.000.
- Kit de iluminação básico (flash e softbox): R$ 1.000 a R$ 2.000.
- Lente adicional para retrato: R$ 800 a R$ 1.500.
- Assinatura de software de edição: cerca de R$ 50 por mês.
O investimento total fica entre R$ 5.000 e R$ 9.000 — comprar equipamento usado de marca boa reduz o custo sem perder qualidade de entrega.
Passo a passo para replicar
- Abra o MEI com CNAE 7420-0/01.
- Monte portfólio com ensaios de amigos e família antes de cobrar de estranho.
- Escolha um nicho (fotos de produto para e-commerce, festa infantil, casamento simples).
- Divulgue no Instagram mostrando o antes e depois da edição.
- Venda em pacote fechado (sessão + edição + entrega digital) para simplificar a negociação.
Quanto dá pra ganhar
Um ensaio ou cobertura de evento costuma custar entre R$ 300 e R$ 800. Com 4 a 6 trabalhos por mês, uma fotógrafa iniciante fatura entre R$ 1.500 e R$ 4.000. Larissa hoje atende lojas online que precisam de fotos de produto em fluxo mensal, além de eventos aos fins de semana, faturando em torno de R$ 10.000 por mês.
Erros que fazem gente desistir
O erro mais comum é tentar atender todo tipo de fotografia ao mesmo tempo, sem definir um nicho — isso dilui o portfólio e dificulta a divulgação. O segundo erro é subprecificar o tempo de edição, que costuma levar mais horas do que a própria sessão de fotos.
Hoje Larissa escolhe os projetos que aceita fazer, tem equipamento próprio e fatura mais do que imaginava quando fotografava só no celular por hobby.
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